Quando falamos em baixa autoestima a primeira coisa que vem à cabeça é alguém que está insatisfeito com sua aparência. Porém, a baixa autoestima não se refere apenas ao sentimento de insatisfação e inferioridade em relação à aparência física, mas esse sentimento compreende muitas outras áreas da vida.
<!-- /wp:paragraph -->A baixa autoestima está intimamente ligada à dificuldade de autoaceitação e à falta de autoconhecimento. Pessoas inseguras geralmente possuem dificuldade em aceitar os próprios erros e não conseguem reconhecer e valorizar seus potenciais, desenvolvendo medo da rejeição e comparam-se constantemente a outras pessoas.
<!-- /wp:paragraph -->Pessoas que sofrem com a baixa autoestima podem não se sentir capazes de realizar algumas coisas e, conseqüentemente, acabam perdendo muitas oportunidades de crescimento em diversas áreas da vida. A baixa autoestima pode atingir a autoconfiança, ou seja, a pessoa poderá apresentar dificuldades em confiar na sua capacidade intelectual e portanto, poderá resultar em dificuldades em se relacionar com algumas pessoas, tanto na vida pessoal como profissional.
<!-- /wp:paragraph -->Esses comportamentos podem variar de pessoa para pessoa, afinal, somos pessoas diferentes com vivências e história de vida diferentes, porém, se você apresenta algum desses sinais, talvez esteja na hora de repensar sobre sua relação consigo mesmo.
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- Hábito de sempre encontrar culpados para seus problemas ou erros
- Culpar-se por todos os problemas que acontecem
- Dificuldade em aceitar as próprias limitações
- Timidez em excesso
- Medo da rejeição
- Busca constante por elogios e reconhecimento alheio
- Falta de confiança em si mesmo
- Tendência à procrastinação e preguiça
- Comparar-se com outras pessoas excessivamente
- Competitividade em excesso
- Sensação de incapacidade
- Necessidade de inferiorizar as pessoas
- Dificuldade para reconhecer as próprias vitórias e conquistas
A baixa autoestima mais “comum” que associamos quando falamos em falta de confiança, é relacionado ao próprio corpo. A sociedade em que vivemos impõe padrões de beleza para qualquer gênero, contudo, não precisamos nos esforçar para saber que são as mulheres quem mais sofrem com a pressão estética.
<!-- /wp:paragraph -->O grande mal da baixa autoestima é que a condição afeta não apenas o jeito que corpos são vistos e aceitos, mas como enxergamos nosso lugar na sociedade. Por exemplo, pessoas com dificuldades em aceitar suas características físicas podem não se achar dignas de determinada vaga de emprego apenas porque seu corpo está fora dos padrões, assim como aquelas que tenham pouca confiança em sua capacidade intelectual, pois não se consideram inteligentes o suficiente para ocupar aquela posição. A origem da falta de confiança pode ser diferente, porém, afetam ambas, inclusive, de crescer profissionalmente.
<!-- /wp:paragraph -->Pode começar de forma aparentemente insignificante, com uma insatisfação aqui e outra ali, porém, o hábito da autocrítica se instala de forma sutil, dando espaço para a formação de crenças sobre si mesmo bastante limitadoras. Então surgem pensamentos como “ah, eu não ia conseguir de qualquer jeito”, “para que tentar se vou falhar”, “é culpa minha mesmo eu ser desse jeito”, “se eu pudesse ser que nem pessoa X seria melhor”. Ou hábitos tóxicos de inferiorizar outras pessoas para se sentir superior, ou ainda, a necessidade de competir sempre, acreditando que existam apenas ganhadores e perdedores. Esses pensamentos são importantes indícios de que a saúde pode estar fragilizada e, conseqüentemente, abalando a autoestima e a autoconfiança.
<!-- /wp:paragraph -->Segue algumas dicas para elevar a autoestima e confiar mais em si mesmo
<!-- /wp:paragraph -->Conheça a si mesmo
<!-- /wp:paragraph -->Para fortalecer sua autoestima é fundamental olhar para si mesmo e se aproximar de sua “essência”. Quem investe no autoconhecimento torna-se capaz de lidar com as suas características negativas e tenta melhorá-las. Dessa forma, o indivíduo é capaz de evitar desgaste gerado pela dificuldade da autoaceitação, pois concentra sua energia em prol do aprimoramento pessoal.
<!-- /wp:paragraph -->Pare de se comparar<!-- wp:paragraph -->
<!-- /wp:paragraph -->Evite se criticar em excesso e se condenar o tempo todo por suas falhas e dificuldades. Cuidado com o perfeccionismo e com a necessidade de ser sempre melhor e de agradar o tempo todo. Pessoas são diferentes: a vida de ninguém é perfeita e é normal não ser capaz de agradar a todos. Errar é importante e traz aprendizados para a vida. Reflita de maneira saudável sobre seus erros e tente agir diferente da próxima vez.
<!-- /wp:paragraph -->Você é extremamente capaz
<!-- /wp:paragraph -->Quando você foca nos aspectos negativos da sua vida, a insegurança e ansiedade estarão te esperando na próxima esquina. Por isso, pense nas suas qualidades e potenciais e faça o melhor uso deles!
<!-- /wp:paragraph -->Relembre suas conquistas
<!-- /wp:paragraph -->É muito mais simples recordar os momentos em falhamos do que aqueles em que obtivemos sucesso. Não trate a sua conquista, mesmo que seja algo simples, como algo trivial ou sem valor. Conquista é conquista e você deve
se orgulhar delas. É normal se sentir inseguro, mas lembre-se por tudo o que já passou e orgulhe-se da sua trajetória.
Repense suas crenças
<!-- /wp:paragraph -->Alguns padrões de comportamento e pensamentos podem ser paralisantes e prejudiciais na vida da pessoa. É importante conhecer nossas crenças, compreendendo-as quanto aos seus efeitos positivos e negativos sob nossa forma de agir, pensar e sentir o mundo ao nosso redor.
<!-- /wp:paragraph -->Aprenda a questionar seus pensamentos e crenças: Será que você precisa mesmo ter aquele corpo sequinho, todo malhado e curvilíneo para conquistar algo em sua vida? Será que você precisa mesmo daquela amizade que só
te faz mal? Perceber quais dessas crenças o impedem de avançar e entender a si mesmo é fundamental para barrar a insegurança e sensação de fracasso.
A jornada sozinho nem sempre é fácil, pois já estamos tão acostumados a nos depreciar e ser inseguros, que não conseguimos ver outra saída para os problemas. Por isso, ressaltamos a importância da terapia. O psicólogo vai ouvir suas insatisfações e problemas e oferecer uma nova visão sobre eles. A terapia é sobre se conhecer, pontos positivos e negativos e como melhorá-los e potencializá-los.
<!-- /wp:paragraph --><!-- /wp:paragraph -->Texto: Carolina Kiuchi e Márcia Romeiro
<!-- /wp:paragraph --><!-- /wp:paragraph -->Psicóloga Márcia Elizabeth S. Romeiro | CRP 06/107472<!-- wp:paragraph -->
<!-- /wp:paragraph -->Márcia é Psicóloga e Psicopedagoga na Seminare Psicologia & Saúde. Atende crianças, adultos e casais.
<!-- /wp:paragraph -->Especialista em Psicologia Clínica – Terapia Comportamental e Cognitiva pela Universidade de São Paulo – USP, Formação em Terapia Cognitiva Comportamental pelo Centro de Estudos em Terapia Cognitiva Comportamental – CETCC e Especialista em Psicopedagogia pela Universidade Braz Cubas.
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